Algumas pessoas podem pensar que o sol tem vitamina D, dada a relação amplamente difundida, mas mal compreendida, entre o “astro rei” e esse nutriente essencial ao corpo humano.  

Será que a luz do sol tem vitamina D, de fato? Neste artigo, mostraremos que não é bem assim e explicamos qual a verdadeira relação entre os raios solares e a produção dessa vitamina.  

Vamos lá? 

Sol tem vitamina D? 

Não, o sol não tem vitamina. O que na verdade acontece é que os raios solares ativam a produção de vitamina D no nosso organismo.  

Funciona da seguinte maneira: quando a radiação UVB entra em contato com a pele, o precursor cutâneo 7-DEIDROCOLESTEROL é ativado ¹.  

Esse precursor então absorve os raios UVB e é convertido em pré-vitamina D3 que, em razão do calor da pele, sofre uma isomerização formando a vitamina D3 ².  

Síntese cutânea de vitamina D/ Fonte: Repositório da Universidade da Madeira

 

Ou seja, não podemos dizer que a luz do sol tem vitamina D, mas sim que sua radiação é fundamental para desencadear a síntese na pele desse nutriente. 

Além disso, para chegar à sua forma ativa (o hormônio 1,25(OH)2D3, ou calcitriol) e ser efetivamente utilizada pelo organismo, a vitamina D ainda precisa passar por algumas transformações ¹. 

Isso ocorre por meio de um processo químico conhecido como hidroxilação (introdução de um grupo hidroxila (-OH) em um composto orgânico).  

A primeira etapa ocorre no fígado e converte a vitamina D em 25-hidroxivitamina D [25 (OH) D], ou calcidiol. A segunda ocorre principalmente no rim e forma o calcitriol

Processo de ativação da vitamina D / Fonte: Recomendações da SBEM para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D

 

A vitamina D em sua forma ativa (calcitriol) é um hormônio essencial, por desempenhar papéis cruciais em nosso organismo, tais como ³

  • manter taxas equilibradas do cálcio no organismo para o desenvolvimento de um esqueleto saudável; 
  • auxiliar mecanismos de força muscular e equilíbrio;  
  • participar dos processos de proliferação e diferenciação celular; 
  • auxiliar na resposta imunológica. 

Leia também: Para que serve a vitamina D no organismo? 

Como obter vitamina D com o sol?  

Agora você sabe que não é verdade que o sol tem vitamina D, mas também já entendeu o quanto os raios solares são muito importantes para a produção desse nutriente, não é mesmo? 

Então vamos ver a maneira correta de obter essa vitamina por meio da exposição solar? 

É simples: bastam de 10 a 15 minutos diários ao sol para você obter a sua síntese cutânea 4.  

Como o melhor sol para vitamina D é o mais relacionado a problemas de pele e envelhecimento precoce (entre 10h e 16h), quando os raios UVB estão mais presentes 5, a palavra de ordem aqui é MODERAÇÃO.  

Aplique protetor no rosto e em outras áreas mais sensíveis, deixando apenas braços e pernas sem proteção e, após seus minutos diários de exposição, não deixe de aplicar o filtro solar no restante do corpo. 

Porém, não vale aquele solzinho fraco de beirada de janela, com os vidros fechados, ok? 

Os vidros filtram os raios UVB – mesmo os transparentes – diminuindo sua capacidade de penetrar na pele e ativar a síntese de vitamina D 6.  

Portanto, é melhor procurar um local aberto e com ampla incidência de radiação solar, para garantir a produção desse nutriente tão importante para sua saúde! 

E quando falta sol para produzir vitamina D, preciso suplementar? 

Depois de entender que não é correto dizer que sol tem vitamina D, mas o quanto é imprescindível para esse nutriente, é natural questionar se a falta dele pode acarretar a inadequação dessa vitamina no organismo.  

A radiação solar é a principal forma de se obter vitamina D. Em países nos quais a incidência de sol é alta o ano inteiro, como é o caso do Brasil, a exposição solar é responsável por 90% a 95% da síntese desta vitamina 7

Fontes alimentares de vitamina D também existem, mas são poucas e não dão conta do aporte diário necessário 4, podendo suprir apenas cerca de 20% das necessidades do organismo 7

Portanto, quando falta sol para vitamina D, ela também pode faltar no organismo! 

De acordo com as recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a suplementação é indicada tanto para indivíduos com baixa exposição solar por motivo inespecífico como também para aqueles com contraindicação clínica a tomar sol, como no caso de pessoas com câncer de pele, transplantadas ou com lúpus eritematoso sistêmico 1

Atualmente com nossos hábitos de vida “indoor”, passamos a maior parte do tempo em ambientes fechados no trabalho e realizamos as atividades físicas em academias ao invés de atividades ao ar livre, na maioria das vezes. Por isso, a exposição solar acaba sendo na maioria das vezes, insuficiente. 

Portanto, se você considera se enquadrar nesses casos, consulte seu médico para que ele oriente mudanças de hábitos ou a suplementação, de acordo com suas necessidades nutricionais. 

Falando em suplementos, você conhece Addera, a vitamina D número 1 do Brasil 8 e a mais recomendada pelos médicos no país 9?  

Nossa linha ADDERA + possui diversos suplementos de vitamina D em associação com outros nutrientes imprescindíveis para sua saúde. Confira! 

Referências
1. Arq Bras Endocrinol Metab. Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Disponível em . Acesso em novembro/2021;

2. Universidade da Madeira. A Deficiência de Vitamina D como Fator de Risco para a Doença Cardiovascular. Disponível em . Acesso em novembro/2021;

3. Série de Publicações ILSI Brasil. Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes: Vitamina D. Disponível em . Acesso em novembro/2021;

4. Portal regional da SBEM. “NOTA – Só os alimentos não podem repor a vitamina D”. Disponível em . Acesso em novembro/2021;

5. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Repondo a Vitamina D sem riscos para a pele. Disponível em . Acesso em novembro/2021;

6. Portal CREF/UFRGS. Radiação ultravioleta atravessa o vidro?. Disponível em . Acesso em novembro/2021;

7. Revista Brasileira de Análises Clínicas (RBAC). Deficiência de vitamina D (250H) e seu impacto na qualidade de vida: uma revisão de literatura. Disponível em . Acesso em novembro/2021;

8. IQVIA PMB Dezembro/2020;

9. Close-up Dezembro/ 2020.