Um tipo de vitamina D, a vitamina D3 (colecalciferol) pode ser produzida pelo organismo através de síntese cutânea, por meio da exposição à luz solar. A D3 participa de processos orgânicos importantes, como a homeostasia do cálcio e a modulação da resposta imunológica. 

Quer saber mais sobre essa importante vitamina? Vem com a gente! 

Primeiro, o que é colecalciferol (vitamina D3)? 

Para entender o que é vitamina D3, o colecalciferol, antes precisamos falar sobre a vitamina D e suas diferentes formas.  

A vitamina D possui duas formas principais: 

  • Vitamina D2 (ergocalciferol) 
  • Vitamina D3 (colecalciferol) 

A diferença entre vitamina D2 e D3 se dá principalmente por suas fontes: 

vitamina D3 – colecalciferol – é encontrada apenas em alimentos de origem animal ¹, como por exemplo: 

  • Peixes como salmão, atum, sardinha e cavala; 
  • Óleo de fígado de bacalhau. 

Além disso, o colecalciferol é a forma de vitamina D produzida pelo próprio corpo, através de síntese cutânea, quando a pele entra em contato com o sol ¹.  

Enquanto isso, a vitamina D2 pode ser obtida principalmente por meio da ação dos raios UVB solares sobre um esteroide conhecido como ergosterol, presente em leveduras (fungos) e plantas ¹. 

Veja essa tabela com as fontes alimentares de vitamina D2 (ergocalciferol) e D3 (colecalciferol)

Alimentos com vitamina D
Fonte: Adaptado de Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

Tanto a D2 quanto a D3 ainda podem ser encontradas em suplementos alimentares, que devem ser consumidos sob orientação médica

Para que serve vitamina D3 (colecalciferol)? 

Antes de dizer exatamente para que serve a vitamina D3 (colecalciferol) no organismo, precisamos esclarecer alguns pontos sobre esse nutriente.  

O primeiro deles é que, apesar de ser conhecida como vitamina, ela é na verdade considerada um pré-hormônio ¹

Para chegar em sua forma ativa (o hormônio 1,25(OH)2D3, ou calcitriol), a D3 passa por algumas transformações no organismo, por meio de um processo químico conhecido como hidroxilação (introdução de um grupo hidroxila (-OH) em um composto orgânico), que ocorre primeiro no fígado e depois nos rins ¹: 

Síntese da vitamina D
Processo de ativação da vitamina D / Fonte: Recomendações da SBEM para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D

O calcitriol, forma ativa da vitamina D3 (colecalciferol), participa de diversas funções orgânicas essenciais, tais como: 

  • manutenção equilibrada do cálcio no organismo²
  • mecanismos de força e equilíbrio ²;  
  • processos de proliferação e diferenciação celular ²
  • modulação da resposta imunológica ²

Quais os benefícios da vitamina D3 (colecalciferol)? 

Os benefícios da vitamina D3 – colecalciferol – mais conhecidos e estudados são: 

Ação no sistema musculoesquelético 

A vitamina D3 ajuda a manter concentrações de cálcio e fosfato adequadas para permitir a mineralização óssea normal ². 

Também é necessária para o crescimento e remodelação óssea por osteoblastos e osteoclastos (células ósseas). Sem vitamina D suficiente, os ossos podem se tornar finos, quebradiços ou deformados ².  

Além disso, receptores da vitamina D3 em sua forma ativa podem ser encontrados em vários outros tecidos e órgãos, como por exemplo os neuromusculares, sendo importante para mecanismos de força e equilíbrio ².   

Auxílio da resposta imunológica 

A vitamina D3 é conhecida por ser imunomoduladora, ou seja, tem a capacidade de auxiliar a resposta imunológica 3

Ela pode atuar na chamada imunidade inata (aquela com a qual já nascemos) auxiliando na proliferação de células de defesa e na produção de substâncias antimicrobianas 3

Já na imunidade adquirida (formada ao longo da vida pelo contato com patógenos) pode ajudar controlando a liberação exagerada de substâncias inflamatórias 3

Além disso, a D3 ajuda a controlar a produção de anticorpos contra si mesmo (autoanticorpos) 3

Como obter vitamina D3 (colecalciferol)? 

A principal forma de se obter vitamina D3 (colecalciferol) é por meio da exposição solar. Em países com boa incidência de sol, de 90% a 95% da vitamina D pode ser obtida através de síntese cutânea 4.   

Mas como isso acontece? A radiação ultravioleta B (UVB) da luz solar desencadeia a formação de vitamina D3 a partir do composto 7-deidrocolesterol na pele ¹. 

Porém, vários fatores podem influenciar a “qualidade” dos raios UVB para a produção de vitamina D pela pele 4:  

  • muitas pessoas recebem pouco sol, pois trabalham em ambientes fechados o dia todo, e com o home office esses hábitos foram intensificados. 
  • o uso de protetores solares (imprescindíveis no dia a dia para evitar lesões pela exposição excessiva ao sol); 
  • condições climáticas e ambientais – localização, poluição, estação do ano. Por exemplo, pessoas que moram em um país que não recebe muita luz solar durante o inverno. 

Além disso, o melhor sol para vitamina D é aquele entre 10h e 16h, justamente o mais relacionado com o câncer de pele e com o envelhecimento precoce 5

Portanto, você deve ter alguns cuidados ao expor-se à luz solar: 

  • tome cuidado para não passar muito tempo ao sol. 10 a 15 minutos, todos os dias, são suficientes; 
  • deixe braços e pernas expostos, mas proteja áreas mais sensíveis, como rosto e colo. 

A vitamina D3 (colecalciferol) também está presente em alguns alimentos, como os mostrados na tabela em um dos tópicos anteriores. 

Porém, fontes alimentares de vitamina D podem suprir apenas cerca de 20% de suas necessidades no organismo 4

Suplementação de colecalciferol 

A suplementação de vitamina D, tanto a D3 (colecalciferol), quanto a D2 (ergocalciferol), é indicada principalmente para grupos com risco de deficiência desse nutriente ¹. Entre eles: 

  • Gestantes; 
  • Idosos; 
  • Obesos;  
  • Pessoas com pele escura (a melanina atua como barreira para a radiação UVB) 4
  • Pacientes com doença renal crônica; 
  • Pacientes com síndromes de má-absorção (fibrose cística, doença inflamatória intestinal, doença de Crohn); 
  • Pacientes com raquitismo/osteomalácia, osteoporose e hiperparatiroidismo secundário. 

Quando alguém tem dificuldade em tomar sol no dia a dia ou por conta hábitos de vida mais interiorizados trazidos pela pandemia por exemplo, a suplementação também pode ajudar, já que suas fontes alimentares são escassas ¹. 

Porém, reforçamos que é fundamental consultar um profissional de saúde para orientar a suplementação.  

Além disso, é importante optar por suplementos bem avaliados e marcas responsáveis. Addera, por exemplo, é a vitamina D número 1 do Brasil 6, sendo a mais recomendada pelos médicos no país 7

Referências

1. Arq Bras Endocrinol Metab. Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D. Disponível em <https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302014000500411;. Acesso em agosto/2021;

2. Série de Publicações ILSI Brasil. Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes: Vitamina D. Disponível em Disponível em <http://ilsibrasil.org/wp-content/uploads/sites/9/2018/10/Fasc%C3%ADculo-VITAMINA-D-final-ok-autora.pdf;. Acesso em agosto/2021;

3. Front Immunol. Nutritional Modulation of Immune Function: Analysis of Evidence, Mechanisms, and Clinical Relevance. Disponível em <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6340979/;. Acesso em agosto/2021;

4. Revista Brasileira de Análises Clínicas (RBAC). Deficiência de vitamina D (250H) e seu impacto na qualidade de vida: uma revisão de literatura. Disponível em <http://www.rbac.org.br/artigos/deficiencia-de-vitamina-d-250h-e-seu-impacto-na-qualidade-de-vida-uma-revisao-de-literatura/;. Acesso em agosto/2021;

5. Portal regional da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Repondo a Vitamina D sem riscos para a pele. Disponível em <https://sbdrj.org.br/repondo-a-vitamina-d-sem-riscos-para-a-pele/;. Acesso em agosto/2021;

6. IQVIA PMB Dezembro/2020;

7. Close-up Dezembro/ 2020.